E se não for? E se for? Como é que faz pra saber se é? Ah, só vou se tiver certeza. E dá pra ter? O que quero eu sei, mas não tenho noção se é esse o caminho que vai me fazer alcançar, se é que dá pra ser assim “alcançado”, capturado, seguro, palpável. Um medo danado de errar mais uma vez. De arrepender, de doer, de arriscar. Mas que adianta prever? O você mudou. O eu também. O tempo, a história, a tal da circunstância. Mudou . Passou. Pensando assim, não vejo porque não. Pode até ser bom. E se não for, que pena! Vai passar. Que seja, sinta e passe, então. Mais uma vez.
ceciliabarbosa
terça-feira, 26 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Que seja!
"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto."
Fernando sobre a minha Pessoa
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Sobre (meu) sentir.
"Só se pode gostar daquilo que se conhece."
Já dizia o dito popular ou alguém que não sei quem é. O fato é que essa é uma frase que lembro sempre. Porém, eu, nos meus vícios de indagação, peguei-me questionando a veracidade da afirmação e achei por bem partilhar. xD
Será mesmo que só se pode gostar daquilo se conhece?
Será mesmo que se pode conhecer o quê ou quem se gosta?
Poucas foram as vezes que precisei de fato conhecer para gostar. Eu só sinto o gostar e pronto. E aliás, só depois desse sentimento é que busco subir no muro do desconhecido pra procurar saber o que realmente está por trás dele. Na verdade, é como se eu já soubesse o que tem lá, mas eu gosto de confirmar, sabe? Por vezes tento explicar esses meus “insights”. Fico pensando porque achei logo de "escolher" essas pessoas pra sentir. Mas não tem jeito: a explicação não existe, e se existe, nunca tornou-se clara o suficiente pra mim. Mas eu quero mesmo é sentir. E continuar sentindo. Permitindo-me sentir. E só.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Sempre mais.
Eu sempre quis um amor. Sempre senti no meu peito uma vontade enorme de amar. Era como se tivesse amor transbordando de mim e eu não sabia como e nem com quem gastar. E isso me afligia tanto. Imaginei muitas pessoas recebendo esse meu amor. Muitas mesmo. Derramei muitas lágrimas por essa minha imaginação. Imaginava também ser diferente das minhas pessoas próximas. Tentei me mudar várias. Tentei fugir de mim. Já criei alguns personagens pela vida, mas algo me dizia que um dia eu teria que me encarar. Não havia como fugir de quem eu realmente sou. Sempre tive uma certeza, mas não sabia do que realmente se tratava. Eu via as pessoas vivendo as paixões, emoções, sensações, e tinha uma sede enorme, uma inveja, uma angústia. Procurava preencher os meus vazios com vazios de ilusão. Eu sabia que eram vazios, mas não conseguia achar o inteiro que tanto sonhava encontrar. Sentia que tudo que vivia tinha algum propósito, algum motivo, que eu tinha algum objetivo, mesmo que não tivesse idéia do que seria. Até que um dia eu me apaixonei. E sabe aquela história de que o amor surge quando a gente menos espera e que o seu amor pode estar do seu lado? Pronto. Achei! E como eu me apaixonei. Meus pensamentos são d’Ele. Ninguém mais me faz sorrir como Ele me faz. Meu coração palpita. Muita coisa perdeu o sentido pra mim. Minha perna treme, minha mão treme, minha garganta treme e eu amo essa tremedeira toda. Diferente de tudo que eu pudesse ter imaginado sentir. Foi mais. É mais e será sempre mais. É um amor recíproco, real e forte. Não sei pra onde vai me levar, não sei ao certo o que quer de mim, só sei que eu quero ir e sentir mais, sempre mais.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
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