terça-feira, 26 de julho de 2011

Mudou

E se não for? E se for? Como é que faz pra saber se é? Ah, só vou se tiver certeza. E dá pra ter? O que quero eu sei, mas não tenho noção se é esse o caminho que vai me fazer alcançar, se é que dá pra ser assim “alcançado”, capturado, seguro, palpável. Um medo danado de errar mais uma vez. De arrepender, de doer, de arriscar. Mas que adianta prever? O você mudou. O eu também. O tempo, a história, a tal da circunstância. Mudou . Passou. Pensando assim, não vejo porque não. Pode até ser bom. E se não for, que pena! Vai passar. Que seja, sinta e passe, então. Mais uma vez. 

2 comentários:

  1. é como eu digo... nada é constante, exceto a mudança. e é bom a gente saber disso, mesmo que de vez em quando ache que as feridas/cicatrizes e até mesmo, quem sabe, alegrias são profundas demais pra passar. tudo isso passa. até a uva passa. (o comentário tava filosófico demais, então eu tinha que dar meu toque leso no final, sorry! kkkkkkkkk) lindo texto, ceci!

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  2. Oi, Cecília, boa noite!!
    A incerteza de alguém ou algo ter mudado ou não traz uma enorme expectativa, uma enorme taquicardia na gente! È mais terrível quando queremos que tenha mudado, quando precisamos que tenha mudado, mas a realidade ainda não nos deu nenhuma prova disso...
    Seu texto é maravilhoso nesse aspecto, transmite essa insegurança na íntegra. E a decisão final de tentar deixa uma grande interrogação e uma doce reticência no ar...
    Excelente.
    Um beijo carinhoso
    Leo
    PS - Êh Paraíba, saudades desse lugar indescritível...

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